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Parece que foi ontem! Como o tempo passa tão depressa! Há 35 anos tudo começou, ali em baixo, onde hoje está a Central de Camionagem.

Como tudo, e todos, nascemos pequeninos. Todos se lembrarão do ‘barracão’ quartel sede desta Associação que nasceu para deter um Corpo de Bombeiros que, desde então tem estado ao serviço de toda a comunidade na área do socorro de bens e pessoas. De então para cá foi percorrido um caminho, muitas vezes bem difícil. Muitos homens, e mulheres, desde então, têm dado tudo sem nada esperar receber que não seja a satisfação do dever cumprido e felizes por cumprir a missão que livremente escolheram.
Hoje, esses homens e mulheres, podem sentir-se orgulhosos por tudo quanto foi feito.

Para além das muitas e muitas horas dadas para socorrer e salvar bens e pessoas fomos capazes de construir e equipar o nosso Quartel que, certamente, enche de orgulho todos os arouquenses. No passado dia 15 de Abril foi comemorado mais um Aniversário de cujoprograma se destacam as actividades oferecidas aos arouquenses. Começamos com um Concerto oferecido pela Orquestra Ligeira da Banda Musical de Arouca, no sábado há noite o nosso salão encheu-se de gente para assistir a mais um excelente espectáculo de Revista pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural e Recreativo de Rossas.

35º Anivesário35º AnivesárioMas, antes, a meia da tarde desse sábado, o nosso Corpo de Bombeiros demonstrou os níveis de preparação para o socorro. E todos tiveram oportunidade de assistir ao Simulacro de salvamento no centro da Vila. Foi um momento alto e demonstrativo de que os arouquenses podem viver mais tranquilos perante a eventualidade de um incêndio doméstico. Não só a nível de equipamentos como de competência na acção, os nossos Bombeiros estão à altura.


35º Anivesário35º AnivesárioNo Domingo, dia grande de Aniversário, após a alvorada e içar das bandeiras seguiu-se a romagem aos cemitérios onde se prestou homenagem aos falecidos. Seguiu se a Missa celebrada pelo Reverendíssimo Bispo Auxiliar do Porto D. João Lavrador com a presença dos Senhores Padres João Bizzarro e Américo Vilar e cantada pelo Grupo Coral de Urrô. No final da Celebração o Senhor Bispo dirigiu-se à Avenida 25 de Abril onde procedeu à bênção de duas novas viaturas.


35º Anivesário35º AnivesárioA parte da tarde iniciou-se com a formatura do Corpo de Bombeiros e recepção das entidades convidadas dentre as quais destacamos o Senhor Secretário de Estado Adjunto Eng.º Juvenal Silva Peneda. Após as cerimónias do protocolo, foram feitas promoções e atribuição de medalhas aos Bombeiros seguindo-se a cerimónia de inauguração e visita às obras de ampliação e requalificação do Quartel.



35º AnivesárioNo Salão Nobre do quartel decorreu a Sessão Solene com intervenções do Sr. Comandante, do Presidente da Direcção, do representante da Liga e da Federação, do Presidente da Câmara e do Secretário de Estado. Durante a intervenção do Presidente da Direcção foi prestada homenagem aos membros da Comissão de Arranque e feito agradecimento à Caixa de Crédito Agrícola de Arouca pelos apoios concedidos e, a propósito, pelo Senhor Secretário de Estado, em nome da Direcção, foi entregue uma lembrança ao Presidente do Conselho de Administração, Prof.. Joaquim Brandão de Almeida que, pedido licença para ‘quebrar’ o protocolo, usando da palavra, se manifestou muito sensibilizado e recordou o quanto, desde o primeiro momento, fez pela Associação.


35º Anivesário35º AnivesárioA pedido do Presidente da Direcção o Presidente da Mesa da Assembleia-geral – José Artur Gomes – entregou a todos os membros da Mesa de Honra a medalha comemorativa deste aniversário e o Senhor Presidente da Câmara entregou uma lembrança ao Senhor Secretário de Estado.




35º AnivesárioA Sessão foi encerrada pelo Senhor Presidente da Mesa que informou os presentes dos actos que se seguiriam. Em continuação pode-se assistir aos Desfile das forças apeadas e motorizadas. Ao longo da Avenida desfilaram … Bombeiros dentre os quais se destacaram o grupo de Infantes, garbosos e fardados a rigor e muito aplaudidos pelo povo.






35º AnivesárioFoi um momento grande, não só por isso mas, também, pela oportunidade que os arouquenses tiveram de ver, com manifesto apreço, o elevado número de homens e mulheres que aderiram ao voluntariado assumindo as responsabilidades de serem bombeiros bem como o número de viaturas disponíveis para o socorro.
Este 35.º Aniversário terminou com um convívio entre todos os bombeiros e convidados.






Da intervenção do Senhor Presidente da Direcção , durante a Sessão Solene do 35.º Aniversário, respigamos alguns excertos:

…/…
Completamos, hoje, 35 anos de vida activa sendo momento de nos sentirmos felizes por aqui ter chegado.
Entendemos ser necessário, nesta oportunidade, tomarmos consciência, não só de mais um ano que passou mas, também, reflectirmos sobre o passado.
Todos sabemos que o hoje é o resultado do ontem. E, se hoje nos podemos sentir orgulhosos e felizes, tais sentimentos são fruto de tudo quanto muitos de nós, e outros que nos antecederam, foram construindo.
É bom que não esqueçamos como aqui chegamos para bem definir o presente imediato e perspectivar o futuro.
Todos temos presente que, há 35 anos, estávamos instalados num humilde barracão. Tudo começou aí e fomos sentindo que as condições existentes não eram apropriadas para cumprir com eficiência as missões que nos eram, e são, cometidas.
Esta casa, hoje pode sentir algum conforto pois, como é visível, continua com o elan da primeira hora. Arregaçar as mangas para poder consolidar as condições mínimas que permitam dar as melhores respostas às solicitações daqueles que precisam dos nossos serviços.
Esta Direcção, a que tenho a honra de presidir, com o apoio dos demais Órgãos Sociais, do Comando e do Corpo Activo, decidiu renovar o nosso Quartel e equipar o nosso Corpo de Bombeiros a todos os níveis.
Creiam que foi um grande esforço. Para os investimentos feitos, sempre tivemos os pés bem assentes na terra. Poderá haver quem pense que foi ‘obra a mais’. Mas, o nosso corpo de bombeiros merece e merece o povo que servimos.

A nossa acção incidiu, nomeadamente em:
- Na formação contínua do nosso corpo de bombeiros, não só a nível técnico-operacional como intelectual e cívico;
- Na visível melhoria no que respeita a equipamentos de protecção individual e espaços de treinamento – refiro, de modo particular o espaço – escola implementado no Gamarão, com o empenhamento do nosso Comandante e a colaboração da Câmara Municipal, através da cedência da Escola aí existente e a oferta de materiais de construção civil necessários,
- Nas obras de requalificação e ampliação do Quartel que acabamos de inaugurar,
- Na aquisição de uma nova viatura (VUCI) acompanhado de um VFCI oferta das nossas juntas de freguesia, e
- Na remodelação e optimização da nossa Central de comunicações

Com a conclusão do referido, pensamos, estarmos suficientemente equipados e preparados para melhor cumprir as missões que nos estão cometidas.
Estamos a falar de algo complexo e de difícil concretização para uma instituição com débeis recursos financeiros para as despesas correntes e de investimento e que, como as congéneres, e o próprio País, vive grandes incertezas quanto ao futuro
É nosso dever dizer, e manifestar a nossa gratidão, pelos apoios materiais recebidos por parte do QREN, da Câmara Municipal, do então Governo Civil, da Caixa de Crédito Agrícola e, também, dos nossos beneméritos de todos os membros dos Órgãos Sociais, funcionários, Comando e Corpo Activo.
Permitam-nos V.s Ex.ªs fazer aqui um agradecimento muito particular à Caixa de Crédito, na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração – Prof. Joaquim Brandão de Almeida – que, no nosso entender, foi capaz de perceber que ao apoiar, extraordinariamente, esta
Instituição, estava a cumprir uma das suas vocações – apoiar todos os arouquenses.

Senhor Secretário de Estado:
Permita-nos que aqui lhe manifestemos a nossa gratidão por nos honrar com a sua presença. Pedimos que nos permita algumas considerações sobre matérias que, por certo, são do conhecimento de V. Ex.ª.
Os Bombeiros Voluntários constituem uma malha sobre todo o nosso território nacional que, graciosa e voluntariamente, prestam um serviço aos Portugueses. E não vemos qualquer possibilidade da sua substituição enquanto estrutura de socorro. Por outro lado, assistimos ao surgimento de outras estruturas que, nem de longe nem de perto seriam capazes de ocupar o lugar dos bombeiros de Portugal, mesmo em termos de custos.
Ouvimos, por vezes, algumas vozes afirmando que o Estado já financia os Bombeiros. Permita que contradiga: Primeiro, o que está em causa é o financiamento das Associações de tal modo que possam dotar os seus corpos de bombeiros com os meios necessários e suficientes para o cumprimento das missões que lhes estão cometidas. E todos sabemos qual o valor mensal que é transferido da ANPC para as Associações.
Poderá contrapor-se: mas, todos os anos, o Estado paga as despesas com os fogos florestais. Sim. Mas é só uma meia verdade. Veja-se – este ano, infelizmente, a deflagração de fogos florestais a todos flagelou bem sedo e, as despesas tidas, por não ter sido declarado o alerta amarelo, não nos vão ser pagas. E, ainda: Quem tem que suportar as despesas com os fardamentos e equipamentos de protecção individual?

A propósito do financiamento das Associações de Bombeiros, permita-nos Senhor Secretário de Estado uma pergunta, ou sugestão:
Não seria possível e ajustado que o Governo produzisse legislação no sentido da criação de um, digamos, imposto sobre cada tonelada de madeira que fosse comercializada? Uma percentagem mesmo que mínima?

Estamos convencidos que para os proprietários de madeiras não contestariam isso ao saber que estavam a contribuir para a defesa do seu património.
Reflictamos, também, sobre uma outra vertente que, de há muito, foi cometida às Associações/Corpos de Bombeiros: - A área da saúde seja no socorro emergente seja no transporte de doentes. Neste aspecto, estamos a pensar no todo nacional mas, particularmente em territórios como o de Arouca com povoações espalhadas pelos mais recônditos lugares das serras onde não chegam os transportes públicos e as condições sociais e económico-financeiras são muito débeis. Não esqueçamos, também, que os nossos doentes transportados em grupo encontram nesses momentos óptimos espaços de sociabilização.
Senhor Secretário de Estado: creia que, de todo o modo, estamos conscientes das dificuldades que o país atravessa. Mas, no nosso entender, é preciso fazer opções.
Sendo muito significativa a comemoração do 35.º aniversário, não é menos significativa a comemoração do Dia Municipal do Bombeiro.
Esta Comemoração, da responsabilidade da Câmara Municipal, resulta de um gesto que, em boa hora, a autarquia, pela pessoa do senhor
Presidente da Câmara, entendeu institucionalizar honrando, assim, os seus bombeiros.
Esta comemoração realiza-se hoje e aqui em resultado do acordado com o senhor Presidente da Câmara.
Senhor Presidente, como em anos anteriores, voltamos a afirmar-lhe que esta Associação, com os seus meios materiais e humanos, para além de muito sensibilizada com tal gesto que, de resto, consideramos de inteira justiça, sempre esteve, e estará, disponível para ser parceira da Câmara Municipal, servindo o Município.

Esta instituição, como a Câmara Municipal, faz suas as preocupações dos arouquenses.
Queremos a todos recordar que sempre estivemos com a Câmara Municipal como a Câmara Municipal sempre esteve connosco.
Senhor Presidente, saiba que pode contar com os Bombeiros de Arouca, que são, também os seus bombeiros. Sabemos que podemos contar com a Câmara a que V. Ex.ª mui dignamente Preside.

Porque consideramos a ingratidão desprezível, daqui lhe reafirmamos a nossa profunda gratidão pelo respeito e apoio que nos tem dispensado e vai continuar a dispensar, nomeadamente, a subsidiação para as obras de Ampliação e Requalificação do Quartel e também, para aquisição da viatura de combate a fogos urbanos que, colmatando uma falta, a partir de hoje passa a integrar o nosso parque de viaturas.
Na mesma linha de comportamento, queremos agradecer, penhoradamente, aos Srs. Presidentes de Junta, instados pelo nosso Comandante Amaral, nos fizeram a oferta de uma viatura, de que precisávamos, para o combate aos fogos florestais que, anualmente vão destruindo uma das maiores riquezas do município.

Porque queremos que a gratidão continue a fazer parte do nosso código de ética, esta manhã tivemos oportunidade de honrar a memória dos nossos falecidos.

Como referi, foi há 35 anos que tudo começou. Então, foi constituída uma equipa designada – Comissão de Arranque. Alguns dos seus elementos, infelizmente, já não estão entre nós. Mas, aos demais, é justo que hoje os homenageemos Peço àquele o nosso Comandante, Honorário Carlos Esteves que lhes faça a entrega da medalha comemorativa destes 35 anos.